sábado, 23 de janeiro de 2016

Salvador é uma cidade devastada pela alegria

Luiz Felipe Pondé
Vivi muitos anos na Bahia. Tenho ótimas recordações. As mulheres baianas, como as mineiras, são doces e pouco competitivas. Uma qualidade essencial numa mulher, além da beleza, é não querer competir com seu homem em tudo. Homens não suportam mulheres fálicas. Mas lamento profundamente o que se passou com a Bahia a partir dos anos 80: a música brega do povo tomou conta da cultura de Salvador, e, se você não gosta da “cultura afro” ou de “axé”, é necessariamente um racista, o que não é verdade. Eu posso não gostar de música viking ou coreana e nem por isso sou racista. A condenação imediata da crítica à africanização compulsória da cultura baiana é exemplo claro do autoritarismo do politicamente correto. 
Conheço muitas pessoas que não alimentam qualquer preconceito com relação à população negra da Bahia e que ainda assim não podem manifestar seu desgosto. E pior: os espaços culturais em Salvador cada vez mais são infectados por esse fundamentalismo afro, destruindo toda a diferença cultural na Bahia em nome de um grupo majoritário que se aproveita do discurso “democrático”. A proibição de recusar esse fundamentalismo afro é parte de uma proibição maior que é fruto da mesma sensibilidade democrática mencionada antes: a divinização do “povo” como culto democrático.
 A ideia de que qualquer coisa que venha do povo é boa é absurda. Além do mais, a maior parte do povo é idiota porque a maioria é sempre idiota e infantil. Associa-se a esse fato geral uma outra marca mais específica desse caso, que é a questão dos negros e da indústriadas vítimas sociais e históricas como entidades sagradas da verdade moral. Ninguém põe em dúvida a escravidão e o preconceito racial nem o dever de acabar com eles. Mas dizer que, por isso, “tudo que é africano é lindo” ou que “todo negro é maravilhoso”, típico do politicamente correto, é um crime intelectual e afetivo. 
O fato é que, além da devastação causada pela alegria histérica do axé baiano, vive-se numa constante escravidão a serviço do fundamentalismo afro. A Bahia é, nesse caso, um exemplo claro de vítima social e histórica da praga PC.

*Luiz Felipe Pondé - Filósofo 
Guia Politicamente Incorreto da Filosofia

13 comentários:

  1. Não suporto esse pseudo-filósofo e suas indefectíveis platitudes. Mas como o povo é "em sua grande maioria idiota e infantil" (sic) ainda compra os seus livros de "filosofia". Também lamento que o seu sobrenome seja Pondé. Pondé, assim como Barbosa, para mim significa intelectual baiano.

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  2. Luis Felipe foi meu contemporâneo no Colégio António Vieira. Formou-se em Medicina e depois estudou Filosofia e Paicanalise. Tem doutorado em Filosofia em Paris e pôs doutorado em Israel

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  3. São os filósofos da industria midiática...

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  4. adoro Pondé inteligente culto antenado , não perco seus textos ,seus probgramas,nem seus livros.

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  5. Não ví graça, muito menos sumidade alguma nesse texto banal. Mera opinião que poderia ser dada, com todo direito, por qualquer um sem psicanálises alguma nem doutorado. Com razões ou não.

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  6. O politicamente correto é coisa de "viado" (KKKKK), ou de inanição intelectual mesmo!! Bem dizia Glauber Rocha, o mais (in)correto dos 'políticos': "o povo é lama podre e emoções baratas". Nessa esteira do PC até já anunciaram a morte de Antônio Risério!!! Reaje Bahia,

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    1. E até queriam banir Monteiro Lobato dizendo, ser ele racista. E por aí vai. Será que teremos de esquecer nossa história e nossas origens?

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  7. certissimo . eu como baiana confimo embaixo . a unica coisa que a Bahia nao é so salvador , Salvador é o inferno dos Baianos que nao fazem parte da maioria ignorante do povo.

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    1. Putz como você é ignorante hein?, no passado Salvador era chamado de Bahia e isso reflete até hoje, estude minha filha, saia da roça seu tabaréu, por favor, aliás deve viver na seca né? tem internet aí ou vocÊ tem que depender do telefone rural pra fazer ligação? Jeca Tatu de merda

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    2. Vai carpir um lote da roça

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  8. Texto mal escrito. Ideias sem uma boa conexão, argumentação rasa... inclusove o titulo nao tem nada a ver com o escrito. Uma fuga do tema, enfim. Muito ruim

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