terça-feira, 23 de novembro de 2021
O vírus da festa e a retomada do carnaval
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
Privatização das Companhias Docas Enfrenta Resistências
A privatização dos serviços nos portos brasileiros e os arrendamentos de áreas e equipamentos ja foram feitos desde a promulgação da LEI 8.630. As Companhias Docas, desde então,atuam como Autoridades Portuarias, fiscalizando a ação dos Operadores Privados e promovendo o arrendamento de áreas e instalações. Esse é o modelo vigente em quase todos os paises,sendo que, na Europa, a maioria das Autoridades Portuarias são municipais. Para o consultor Frederico Bussinger, ex-diretor da Codesp e ex-presidente do Porto de São Sebastião, as privatizações de companhias docas são ruins para o ecossistema portuário e contrariam as boas práticas internacionais. "O benchmark aponta em outra direção. Autoridade portuária não é ativo. É uma função, que precisa equilibrar potenciais conflitos de interesses", afirma. Bussinger acrescenta que as administrações de portos nos EUA, na Europa e na Ásia continuam nas mãos do Estado. Na Austrália, experiência que costuma ser citada como modelo de gestão desestatizada, tem havido problemas, segundo o consultor. Ele acredita que as atividades de carregamento e descarregamento de cargas ("o mais importante"), como açúcar e contêineres, tiveram aumento considerável de eficiência desde os anos 1990 e já equivalem às melhores performances globais. Como alternativa à privatização, o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), mandou ofício ao Ministério da Infraestrutura, no dia 20 de outubro, pedindo a abertura de conversas sobre uma eventual municipalização do porto - sem dispensar o arrendamento de áreas internas e terminais ao setor privado. Em Itajaí, o porto foi delegado para o município até o fim de 2022. O prefeito Volnei Morastoni (MDB) também encaminhou uma carta ao ministro Tarcísio Freitas, na semana passada, pleiteando estender essa delegação por 25 anos. Ele teme desordenamento urbano com a perspectiva de triplicação da área do porto sob a iniciativa privada. Em Salvador, uma alternativa seria a municipalização da Autoridade Portuaria e maior participação da comunidade local, como ocorre em Itajaí e portos europeus a exemplo de Antuerpia, Hamburgo e Rotterdan. Para articular o movimento contrário à privatização, foi criado neste ano o Fórum Permanente de Defesa Portuária, com a participação de empresas e sindicatos trabalhistas. A frente prioritária é a mobilização contra a venda da Codesa - alienação do controle acionário da estatal e concessão da autoridade portuária simultaneamente -, que abriria caminho para as privatizações seguintes. Guilherme Lacerda, ex-diretor do BNDES e integrante do fórum, diz que os estudos estão "eivados de questões nebulosas" e garante que o movimento contra a privatização não tem caráter ideológico. Ele defende como alternativas a abertura de capital da Codesa (com uso dos recursos levantados para obras de modernização) ou a criação de um condomínio (com os operadores de terminais) para administrar o porto. "Não deveríamos ficar acomodados, não se trata disso, mas o modelo proposto levará à oligopolização da atividade portuária", afirma Lacerda. Fonte: com informações do Valor Econômico
quinta-feira, 18 de novembro de 2021
Gatos, Ratos e o Arquivo Público
domingo, 4 de abril de 2021
Salvador, Cidade Porto
domingo, 21 de fevereiro de 2021
Quem é o poeta baiano José Carlos Capinan, que aparece na capa do álbum Tropicalia?'
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Ainda a Praga
Antônio Risério *
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Entendo perfeitamente como minha querida Lica Ceccato se sente, em seu confinamento. Mas confesso que, no meu caso, não sinto muito. Primeiro, porque sempre faço questão de avivar a memória: em comparação com a cela onde fiquei preso no Quartel do Barbalho e depois na base dos fuzileiros navais, em Salvador, prisão domiciliar é um luxo. Segundo, graças à internet e ao teletrabalho (não, não sou aposentado - e, como não tenho emprego fixo, sou obrigado a me virar), moro longe, numa praia tranquila, aqui em Itaparica. Mais importante que tudo, no meu caso: moro com Sara Victoria, que é um sonho in my life. Como se não bastasse, vivemos cercados de muitas plantas (de árvores grandes como o jamelão e a mangueira a coisinhas mínimas, passando por cajueiros, dendezeiros e acácias) e muitos bichos (cachorros, gatos, cágados e até um camaleão chamado Tião, que só aparece quando quer). Ou seja: posso me sentir tudo, menos só ou isolado. Assim, dá pra levar numa boa.
*
E acho bom mesmo a gente se preparar. Não consigo acreditar em "pós-pandemia". Acho que isso é uma fantasia que a gente curte - porque ajuda a passar o tempo, tocar o barco "provisoriamente". Mas até hoje nada me conseguiu convencer do contrário. Outro dia, aliás, um cara da Biontech falou com clareza: é impossível erradicar o coronavírus, vamos ter de nos acostumar a isso. O cara disse, ainda, que a OMS não conta toda a história para que a população segure a onda, sem abrir definitivamente a guarda, sem relaxar de vez. Acredito.
Outro dia, uma jornalista me perguntou por e-mail como eu me relacionava com essa coisa de teletrabalho, fazer "lives", etc. Disse a ela que, para mim, não era novidade: sempre fizemos gravações e, salvo em empreitadas especiais (antigas campanhas políticas, por exemplo), sempre fui, desde a adolescência, praticante disciplinado do teletrabalho. Falei que, do meu ponto de vista, o que era mesmo novo era a TELEVIDA. Esta é a novidade terrível em que estamos - e todos obrigados a tentar aprender a TELEVIVER. Mas vamos em frente.sábado, 13 de fevereiro de 2021
Carnaval sem Máscaras
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Pastelaria Triunfo
Valdomiro Santana*
Foi a memória involuntária que, generosa, desatou em mim a Pastelaria Triunfo. No chão da consciência nada consigo localizar, nenhum objeto, para dizer como de súbito a lembrança da pastelaria me apareceu trinta anos depois. Proust, num dia triste e com a perspectiva de mais um dia sombrio, bebeu sem vontade uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madeleine — bolinho de farinha de trigo, ovos e açúcar, semelhante à delícia que chamamos de brevidade —, e com esse gesto prosaico mudou a literatura do mundo.
Não resisto e transcrevo, na excelente tradução de Mario Quintana, o que diz Proust em Du côté du chez Swann, o primeiro volume da Recherche: “[…] no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção de sua causa. Esse prazer logo me tornava indiferentes as vicissitudes da vida, inofensivos os seus desastres […] tal como o faz o amor, enchendo-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim; era eu mesmo”.
Foi esse gosto da madeleine, embebida em chá-da-índia ou de tília, sentido muitos anos depois, que ressuscitou em Proust uma emoção antiga, única e instantânea: a lembrança de sua infância em Combray. Os rostos, as casas, as alamedas, o traçado dos jardins… tudo — que ele julgara morto para sempre — voltou em segundos a existir, vívido e cintilante, com seus detalhes, sua atmosfera particular. O que Proust recordasse de Combray lhe seria unicamente fornecido pela memória voluntária, a da inteligência — mas as informações que ela nos dá sobre o passado não conservam nada deste. Todos os esforços da inteligência são inúteis para evocar o nosso passado. “Está ele oculto, fora do seu domínio e do seu alcance, nalgum objeto material (na sensação que nos daria esse objeto material) que nós nem suspeitamos. Esse objeto, só do acaso depende que o encontremos antes de morrer, ou que não o encontremos nunca”. Eis então o mistério da memória involuntária, a que dispensa o intelecto e é capaz de retrouver le temps, de redescobrir o tempo — que dávamos como irremediavelmente perdido.
“[…] quando mais nada subsistisse de um passado remoto, após a morte das criaturas e a destruição das coisas — sozinhos, mais frágeis, porém mais vivos, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis —, o odor e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, lembrando, aguardando, esperando sobre as ruínas de tudo o mais, e suportando sem ceder, em sua gotícula impalpável, o edifício imenso da recordação”.
Eu estava na praia com meus filhos. De repente, a Pastelaria Triunfo se desenhou inteira em minha lembrança. Que odor, que sabor, que madeleine, não sei; nada me ocorre que tenha operado esse encantamento, a palpitar no fundo de mim, para me fazer repetir a musicalidade feliz destas duas palavras: Pastelaria Triunfo, perfeitamente casadas, com seu quê de delicadeza e força. Há mais do que tonicidade na sílaba un de triunfo: há plenitude, que incorpora o nome e o faz pulsar para além de sua carga semântica. Triunfo, pastelaria, Triunfo. Em que eu estava pensando? Talvez em algas, ramagens, hipocampos… Ou em nada. E o velho casarão, plantado no alto da Ladeira da Praça, me trouxe de volta um menino de 13 anos, ainda usando calças curtas, o pai a segurar-lhe a mão. Saem do Elevador Lacerda, não têm nenhuma pressa, na brisa gentil do verão e sob a translucidez do céu; à esquerda, o prédio baixo, acinzentado pelo tempo, da Imprensa Oficial da Bahia, vizinho ao prédio maior, de um amarelo pardacento, da Biblioteca Pública; à direita, o Palácio Rio Branco, esquina com o trecho mais elegante da cidade, a Rua Chile, onde a loja Duas Américas dispunha, só ela em Salvador, de uma escada rolante, inaugurada havia pouco mais de um ano, uma coqueluche.
Dezembro de 1959, quatro horas da tarde, e Terezinha Morango — mais uma vez — é capa de O Cruzeiro.
— Que pernas, meu Deus! Aaaah…! — o homem dissera, diante de uma banca de revistas na Praça Cairu, em tom baixo e suspirando, e seu “ah” se prolongara, cavo e sóbrio. O menino, querendo imitá-lo, soltara um “ah” nem um pouquinho rouco, de tão verde, longe daquela bossa, ou molho, que poucos homens conseguem, pondo um tanto de volúpia e solenidade na voz, para que saia um “ah” como convém: nem de mais, que soe a cafajestice, nem de menos, ou desenxabido, que lembre o “ah” idiota dos almofadinhas.
Seguem de mãos dadas, passam pelo abrigo do ponto de ônibus e bondes em cuja cobertura, assim que anoitecer, brilharão os anúncios da cera Parquetina e dos chapéus Ramenzoni; em frente, a Prefeitura e a Câmara Municipal no mesmo edifício que já foi cadeia pública: sua fachada, após tantas deformações e acréscimos, mais parece a de um cabaré mexicano.
Desviam-se dos carros que vêm da Sé pela Rua da Misericórdia, e naquela confluência, bem no topo da ladeira, o que inunda os olhos do menino são os vidros bojudos de azeitonas em cima do balcão. Pretas, verdes, cor-de-damasco…
— Autênticas da Grécia e da Espanha — o homem, um habitué, diz para o menino. — As pretas são magníficas.
Sentam-se a uma mesa redonda com pés de ferro, tampo de mármore. Os olhos do menino passeiam pelo balcão, acima do qual estende-se um cano vermelho descascado pendurando rolos de presunto, salame, caixinhas de figos secos, reclames de sal-de-fruta e de bebidas, tiras e arranjos de papel celofane.
— Pronto — diz o homem, cigarro no canto da boca, a fumaça espiralando em seu rosto. O menino não ouvira o pedido; e num tempo que a recordação hoje tornou matéria de sonho, o garçom surgirá do nada, mas era como se ali estivesse desde o começo do mundo: lépido, magrinho, de anel (topázio?) e sem gravata-borboleta, sorriu, “a família vai bem?”, “vai bem, obrigado”, trouxe os guardanapos de pano (linho?), o cálice de conhaque, chope, guaraná, as rodelas de pão e de salame, azeitonas pretas, “com licença”.
— Um equilibrista improvável — comenta o homem. — Viu como ele segurava a bandeja?
— Vi — diz o menino. — Quase ela cai.
Uma tarde calma e honrada a que têm direito o homem e o menino, em meio a tantos odores convidativos, fortes, discretos, almiscarados ou não, das caixas de bacalhau, das conservas de enchovas e atuns, dos defumados, dos doces em compota, das frutas de clima frio, da profusão de queijos e da variedade de vinhos turvos e leves. E como havia patês, bolachas folhadas, nozes, castanhas, chocolates!
— O que é aquilo?
— Nêspera.
Mas não havia pastel.
— Não é uma pastelaria?
— É.
— E não tem pastel?
— Não.
O menino corre os olhos pelo balcão, prateleiras, envoltórios de vidro, escaninhos, cada compartimento, e vai à forra:
— Uma pastelaria improvável — diz.
Menos de quatro anos depois a Triunfo desapareceu, devorada por um incêndio. Todos temos as nossas madeleines. Se o que narro aqui mal e mal não foi uma madeleine, foi com certeza, feito um alumbramento, a saudade de meu pai. Agora, no fim de janeiro, fez dois anos que ele morreu.
*Contista e cronista
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
João Mangabeira, um Socialista
Antonio Paim*
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Elsimar Coutinho, a vida dedicada à Medicina e à Ciência
Retornando da França, o Dr. Elsimar tornou-se professor Associado de Fisiologia na Escola de Farmácia da Universidade Federal da Bahia, mas por pouco tempo, pois logo foi convidado a "fellow" da Fundação Rockfeller na área da endocrinologia reprodutiva, tendo trabalhado no "Rockfeller Institute for Medical Research" de Nova York, hoje "Rockfeller University", ao lado de renomados profissionais da área como os Professores A. Csapo e G. Corner, este último o descobridor da progesterona.
Seguindo os ensinamentos dos seus mestres, o Dr. Elsimar, passou então a estudar os esteróides com efeito progestagênico, e particularmente descreveu o papel dos íons, cálcio e magnésio, como agentes periféricos da ação da progesterona.
Retornando dos Estados Unidos, ele tornou-se o Diretor de Pesquisas Clínicas da Maternidade Escola da Universidade Federal da Bahia, fazendo desse serviço, a Maternidade Climério de Oliveira, em Salvador - Bahia, o primeiro centro de referência para estudos e pesquisas na área da Reprodução Humana da Organização Mundial da Saúde no Brasil.
No início dos anos 60, estudando o emprego de substâncias progestínicas na prevenção do trabalho de parto prematuro, Dr. Elsimar observou e descreveu o efeito anticoncepcional da medroxiprogesterona (MPA), que se por um lado não se prestava àquela ação, por outro lado apresentavam efeito anticoncepcional, chegando então a propor em seus trabalhos clínicos os primeiros anticoncepcionais injetáveis, utilizando a substância progestagênica isoladamente por períodos de três meses, ou em combinação a um componente estrogênico, sendo este contraceptivo injetável de uso mensal (Ciclofem).
A partir daí, o Dr. Elsimar Coutinho despontou para tornar-se uma das maiores expressões na endocrinologia da reprodução e no planejamento familiar, tendo desenvolvido além do primeiro anticoncepcional injetável de efeito prolongado (Depo Provera), a primeira pílula anticoncepcional contendo Norgestrel, que é hoje o progestínico mais usado do mundo seguida da primeira pílula de dosagem reduzida. Outros métodos anticoncepcionais, fruto do seu pioneirismo, desenvolvidos ao longo de quarenta anos de pesquisas na Faculdade de Medicina da UFBA, incluem implantes subcutâneos com efeito prolongado (seis meses, um ano, dois anos, 3 anos e seis anos), dispositivos intra uterinos (Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca), e o Lovelle®, a pílula vaginal.
Ainda fruto de suas pesquisas foram os tratamentos de infertilidade provocada pela endometriose (condição na qual tornou-se autoridade mundial, presidindo o 4o Congresso Mundial de Endometriose cuja realização na Bahia ocorreu em 1994) ou pela miomatose.
O primeiro caso de regressão de mioma seguida de gravidez, relatada na literatura médica internacional foi de sua autoria, publicado em 1982. Foi um dos fundadores no "International Committee for Contraceptive Research" - ICCR, do "Population Council", que se destacou no desenvolvimento de métodos contraceptivos como os dispositivos intra uterinos medicados com cobre, e o implante hormonal subdérmico com levonorgestrel, o Norplant.
Foi membro do Conselho Diretor do Programa de Reprodução Humana durante seis anos e do "Steering Committee of the Task Force on Infertility of the Expanded Programme in Human Reproduction" da Organização Mundial de Saúde, durante oito anos. Na área da infertilidade, desenvolveu um novo tratamento para a endometriose com a administração da Gestrinona, descrevendo também sua ação no tratamento não-cirúrgico dos leiomiomas.
Participante de várias sociedades médico-científicas no Brasil e no exterior, e fundador da Sociedade Brasileira de Andrologia, realizou conferências, organizando e presidindo eventos médico-científicos não só no Brasil, mas em diversos países.
Além da sua atividade de pesquisa e acadêmica como Professor Titular do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, exerceu o cargo de Presidente de uma clínica modelo em planejamento familiar em Salvador, o CEPARH - Centro de Pesquisas e Assistência em Reprodução Humana, que é a semente de uma série de serviços de excelência nessa área especifica de tamanha necessidade em nosso meio.
Foi também o Presidente de um organismo internacional, o "South to South", que congrega pesquisadores de países em desenvolvimento, particularmente localizados no Hemisfério Sul, para o desenvolvimento conjunto de novos métodos contraceptivos mais adequados a sua realidade como:
- O gossipol, uma fração de óleo de algodão que apresenta efeito anti espermatogênese, a primeira proposta de uma pílula anticoncepcional para o homem.
- A pílula vaginal, proposta de uma via alternativa, mais fisiológica, como meio de administração hormonal.
- O Uniplant, um implante hormonal de única cápsula contendo progestínico de liberação contínua, de aplicação e seguimento mais simples que os disponíveis hoje no mercado internacional.
- Na Faculdade de Medicina criou a disciplina de Reprodução Humana, única no Brasil, no qual tornou-se professor titular desde a sua criação até a sua aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. Na década de 90, o Professor Elsimar Coutinho tornou-se muito conhecido pelo público em geral através de sua participação em programas educativos versando sobre Fertilidade, Infertilidade, Sexualidade e Planejamento Familiar em âmbito nacional. Atualmente o professor é presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina (SOBRAGE), primeiro vice-presidente da Academia de Medicina da Bahia (AMB), Presidente do Centro de Pesquisas e Assistência em Reprodução Humana (CEPARH) e Presidente da Sociedade Baiana de Climatério (SOBACLIM).
- O Professor Elsimar era membro de 32 sociedades médicas. Até o ano de 2000 participou como conferencista convidado de 253 congressos. Publicou 350 trabalhos científicos, a maioria em revistas médicas internacionais como Nature, Endocrinology, Fertility and Sterility, American Journal of Obstetrics and Gynecology e Contraception.
- Publicou e editou mais de dez livros, a maioria no exterior. Seu livro sobre a menstruação, publicado em 1996, encontra-se na 8a edição. A versão inglesa deste livro foi publicada pela Oxford University Press e recebeu elogios de revistas médicas como Lancet, Journal of the American Medical Association (JAMA) e do British Medical Association cujo reviewer o classifica de obra prima.
sexta-feira, 31 de julho de 2020
Hidalgo decidida a restringir serviços da Amazon em Paris
.As autoridades de Paris ameaçaram tomar medidas legais sobre o novo serviço de entrega expressa da Amazon, alegando que isso poderia forçar as lojas locais a fecharem seus negócios. A prefeita socialista Anne Hidalgo prometeu adotar uma abordagem "intransigente" ao serviço Prime Now da Amazon, que oferece entrega em uma hora em uma variedade de produtos, incluindo mantimentos.
As autoridades temem que o serviço, que opera em 40 cidades como Nova York, Londres e Roma, possa perturbar o "equilíbrio comercial" da capital francesa. Eles também afirmam que foram informados sobre o serviço de Paris apenas alguns dias antes de ser lançado na semana passada.
Hidalgo disse que está pedindo aos legisladores que examinem o serviço de entrega da Amazon para ver se podem ser estabelecidas salvaguardas para evitar que isso prejudique comerciantes independentes.
A prefeitura de Paris também disse que vai procurar efeitos colaterais indesejados da operação, incluindo aumento de tráfego e poluição.
Hidalgo disse: “Esta operação corre o risco de afetar seriamente a balança comercial de Paris. Esta grande empresa americana não achou oportuno informar Paris até alguns dias antes do lançamento. ”
Ela disse que havia uma necessidade de “definir por lei, as proteções para impedir que esses serviços se tornem uma concorrência desleal para lojistas e artesãos. Paris será intransigente em relação à Amazônia. ”
A Amazon está se oferecendo para entregar mais de 18.000 produtos, incluindo itens elétricos e frutas e legumes frescos ou congelados, aos assinantes de seu serviço Premium, que custa € 49 (£ 38) por ano e promete chegar dentro de duas horas. Por um custo adicional de € 5,90, as mercadorias serão entregues dentro de uma hora.
Os itens são despachados de um armazém de 4.000 metros quadrados no 18º arrondissement, que foi revelado durante o lançamento de quinta-feira. O armazém emprega 70 funcionários.
Em declarações à rádio francesa, Olivia Polski, uma das vice-prefeitas de Paris, disse que o serviço é uma ameaça direta às lojas locais. "À primeira vista, pode parecer uma notícia muito boa ter um novo serviço de compras, exceto que não é uma loja real e não está sob as mesmas restrições que as empresas", disse ela, acrescentando que o serviço não estava sujeito aos mesmos impostos e regras de competição como lojas físicas. No domingo, a Amazon rejeitou as alegações.
Em uma declaração, dizia: “Refutamos essas informações incorretas, baseadas em muitos erros factuais e especulações infundadas. A Amazon paga todos os impostos necessários na França e em todos os países em que está presente.
"Com mais de 9.300 empregos na França esperados a partir de agora até o final do ano, nos tornamos um grande empregador e nosso" mercado "permitiu a criação de milhares de empregos extras em PMEs que vendem em nosso site".
A Amazon acrescentou que havia criado mais empregos na França entre 2013 e 2016 e disse que qualquer cálculo foi feito a partir de dados fora da Amazon.
Ele também disse que os cálculos de emissões subestimaram o tamanho do setor de computação em nuvem e foram erroneamente baseados em estimativas de servidores muito menos eficientes do que os usados na AWS.
quarta-feira, 1 de julho de 2020
A Morte e a Morte da Democracia
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Uma Pausa para Avançar
Além da pandemia, por décadas vamos sentir os efeitos da passagem de Bolsonaro pelo poder.



















