quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Guilherme Bellintani: um nome a considerar no futuro político de Salvador

Guilherme Bellintani Foto: Divulgação

Osvaldo Campos Magalhães *

Salvador precisa renovar o debate político, e a trajetória empresarial e administrativa de Guilherme Bellintani reúne credenciais que merecem ser examinadas na discussão sobre a Prefeitura em 2028.

A política de Salvador pode estar diante de um novo ciclo. Os resultados eleitorais recentes, as mudanças no comportamento do eleitorado e o desgaste das fórmulas tradicionais de disputa abrem espaço para a discussão de novas alternativas. Nesse contexto, o nome de Guilherme Bellintani merece entrar no debate.

Empresário, advogado, educador e ex-gestor público, Bellintani construiu uma trajetória marcada pela diversidade de experiências. Não se trata apenas de alguém que conhece os bastidores da política, mas de um profissional que transitou pela iniciativa privada, pela administração municipal e pela presidência de uma das instituições esportivas mais importantes da Bahia: o Esporte Clube Bahia.

Experiência que conta

A passagem de Bellintani pela Prefeitura de Salvador é um dos principais capítulos de sua trajetória. Durante a gestão de ACM Neto, esteve à frente de três secretarias municipais: Desenvolvimento, Turismo e Cultura; Educação; e Desenvolvimento e Urbanismo.

São áreas estratégicas para qualquer projeto de cidade. Turismo e cultura movimentam a economia e valorizam a identidade soteropolitana. Educação determina, em grande medida, as oportunidades das novas gerações. Desenvolvimento e urbanismo estão diretamente ligados à geração de empregos, à organização territorial e à qualidade de vida.

A experiência acumulada nesses setores oferece uma perspectiva abrangente sobre os desafios da gestão municipal. Conhecer a máquina pública, compreender suas limitações e participar da execução de políticas públicas são credenciais relevantes para quem pretende discutir o futuro administrativo da capital.

Sua trajetória empresarial acrescenta outra dimensão. A atuação em diferentes segmentos econômicos exige planejamento, organização, gestão de recursos e capacidade de tomar decisões. Embora os desafios do setor privado não sejam idênticos aos do poder público, essa experiência pode contribuir para a formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico e à geração de oportunidades.

Além da política tradicional

A presidência do Bahia, exercida entre 2018 e 2023, ampliou a projeção pública de Bellintani. À frente de um clube que mobiliza paixões e representa parte importante da identidade baiana, ele enfrentou desafios de gestão e governança em uma instituição de grande visibilidade.

Essa experiência, somada à atuação empresarial e administrativa, compõe um currículo que merece ser considerado no debate sobre os diferentes perfis de liderança disponíveis para Salvador.

Isso não significa antecipar conclusões sobre o cenário eleitoral. Significa reconhecer que a discussão sobre o futuro da cidade deve contemplar trajetórias, experiências e propostas diversas.

O cenário de 2028

A expressiva votação de Lula em Salvador nas eleições presidenciais e os resultados das disputas estaduais ajudam a compreender as transformações políticas da Bahia. Entretanto, a eleição municipal tem dinâmica própria: o eleitor também considera os serviços públicos, a realidade dos bairros, a mobilidade, a saúde, a educação e a capacidade de resposta da prefeitura.

Para 2028, o desafio das forças políticas será apresentar projetos capazes de dialogar com essas demandas concretas. Nessa discussão, Bellintani poderá ter seu percurso avaliado por partidos, lideranças e pela sociedade.

Mais importante do que especular sobre candidaturas é discutir o que Salvador precisa: planejamento de longo prazo, desenvolvimento econômico, redução das desigualdades, melhoria dos serviços públicos e uma administração comprometida com resultados verificáveis.

Salvador merece uma discussão à altura de seus desafios

A capital baiana não pode ficar refém de disputas entre grupos políticos ou de fórmulas que se repetem a cada eleição. A cidade precisa de propostas consistentes, capacidade administrativa e lideranças dispostas a enfrentar problemas históricos.

Guilherme Bellintani reúne experiência empresarial, formação acadêmica, passagem por três secretarias municipais e atuação à frente do Bahia. Esses elementos fazem de sua trajetória um tema pertinente para o debate sobre os rumos de Salvador.

O currículo, por si só, não substitui um programa de governo, assim como a experiência passada não dispensa a avaliação dos resultados. Mas é justamente a combinação entre trajetória, capacidade de diálogo e apresentação de propostas concretas que deve orientar a discussão sobre as lideranças de amanhã.

Em 2028, Salvador precisará escolher não apenas nomes, mas ideias, prioridades e um projeto de cidade. E toda liderança com experiência administrativa e disposição para debater o futuro da capital merece ter suas propostas examinadas publicamente.

*Osvaldo Campos Magalhães é Engenheiro, Mestre em Administração e especialista em competitividade e estratégia.


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